A Huawei, em uma coletiva de imprensa realizada recentemente em sua sede em Shenzhen, na China, confirmou que entrou com uma ação contra as autoridades norte-americanas por causa da proibição de seus equipamentos de telecomunicações. A empresa, ao fazer o anúncio na quinta-feira, diz que “seu” último passo é o apropriado e último recurso para resolver sua “longa batalha de meses com o governo dos EUA”.

A empresa afirmou em comunicado que a proibição dos equipamentos impede que a empresa atenda seus clientes nos EUA, prejudica sua reputação e a priva de uma oportunidade de atender clientes fora dos Estados Unidos.

A Huawei prevê que sua batalha com as autoridades poderia levar a uma proibição final da exportação de produtos e serviços norte-americanos, como o Android e o Windows, e está fazendo todos os esforços para evitar os efeitos sobre a empresa, caso ela chegue a esse ponto. 

Huawei faz o seu próprio SoC – o Huawei Kirin, e por isso não é muito dependente do Snapdragon SoC da Qualcomm, mas mesmo não pode ser dito do patrocínio da empresa de produtos e serviços do Google, particularmente o Google Android OS.

A empresa chinesa, em entrevista ao Die Welt, confirmou que possui um sistema operacional pronto e pode voltar a isso se a batalha legal com as autoridades americanas levar a uma proibição total da exportação de produtos e serviços norte-americanos como o Android e o Windows. Embora uma proibição total da ZTE tenha sido devastadora, a Huawei, com sua riqueza de engenheiros, tem melhores chances de contornar essa proibição.